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Exportação brasileira com envio de matéria-prima para outros países

 

Após a pandemia e a geopolítica discutida por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia, diversos países discutem a reindustrialização. No Brasil mesmo, diversas montadoras pressionam a indústria de autopeças para produzir aqui e, com isso, ficarem menos dependentes da logística internacional sob constante ameaça e aumento de custos. Isso é uma notícia boa, principalmente, para a nova geração. No entanto, é um fator preocupante para quem trabalha no transporte internacional. 

No caso do Brasil, isso pode criar um desiquilíbrio nos portos, pois o nosso País vai continuar exportando commodities, e se trabalhar corretamente e reduzir a burocracia, pode melhorar na exportação de produtos industrializados. 

Até o momento, o Porto de Santos comunica que bateu novos recordes de movimentação de cargas no mês de outubro: o melhor resultado para o mês (14,4 milhões de toneladas) e para o acumulado de ano (138,2 milhões de toneladas, crescimento de 11,7% em relação ao período de janeiro a outubro do ano passado). O desempenho acena com a perspectiva de que o Porto ultrapasse a melhor marca anual da história – 147 milhões de toneladas em 2021 - um mês antes do fim de 2022. 

No entanto, pelos tipos de produtos, é possível saber que somos bons em exportar produtos primitivos. Segundo a comunicação do Porto de Santos, outubro superou em 34,5% o mesmo mês do ano passado em razão sobretudo dos embarques, que avançaram 48,1%, totalizando 10,5 milhões de toneladas. Destaque para as cargas do agronegócio, como o complexo soja, que dobrou a movimentação, com alta de 106,8%, para 1,5 milhão de toneladas; o açúcar (39,3%, para 2,3 milhões de toneladas); e o milho (130,6%, para 2,5 milhões de toneladas). A celulose também registrou forte desempenho, com avanço de 69,4%, para 863,7 mil toneladas. Já os desembarques cresceram 8,1% no mês, alcançando 3,9 milhões de toneladas. 

 

A movimentação de contêineres, que representa mais de 30% do total em toneladas, também registrou novos recordes. Em outubro foram 452 mil TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés), aumento de 9,5% ante outubro de 2021 (413 mil TEU). No acumulado do ano, 4,2 milhões de TEU, alta de 5,4% na comparação com mesmo período do ano passado (4 milhões de TEU). 

 

O número de atracações no mês subiu 10,4% em relação a outubro do ano passado: 434 ante 393, destacando que houve duas atracações de navios de 347 metros de comprimento, os maiores a visitar o Porto. No acumulado do ano, foram 4.333 atracações (7,3% de aumento em relação a 2021, quando foram 4.039).  

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